Seropédica começa a receber lixo carioca que ia para Gramacho


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Começou a funcionar na manhã desta quarta-feira (20) a nova Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Seropédica, na Baixada Fluminense, que vai receber, gradativamente, o lixo carioca que ia para o aterro sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, também na Baixada.

Nesta primeira fase, serão depositadas cerca de mil toneladas diárias de lixo, segundo a prefeitura do Rio. Esta quantidade será levada para a CTR em nove carretas, que farão cinco viagens, totalizando 45 percursos por dia. O local abrigará, inicialmente, os detritos vindos da estação de transferência de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com a prefeitura, a central reúne tecnologia inédita na América Latina, sem riscos para o meio ambiente. Com isso, inicia-se o processo de encerramento das atividades no aterro de Gramacho, que deve ser completamente desativado em 2012.

A CTR em Seropédica também receberá os detritos dos municípios de Itaguaí e Seropédica. A empresa afirma que na nova central o chorume – líquido resultante da decomposição dos resíduos – vai virar água de reutilização. Além disso, a empresa responsável alega que o biogás será transformado em energia e convertido em créditos de carbono.

Plano estratégico
Em março, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, se reuniu com autoridades e líderes comunitários, para discutir um plano estratégico de recuperação socioambiental e de infraestrutura da região, além de uma proposta de trabalho para os cerca de 2.500 catadores.

 

Em funcionamento há 30 anos, o lixão de Gramacho recebe mais de 8 mil toneladas de resíduos por dia. É o maior aterro sanitário a céu aberto da América Latina. O local está com a capacidade esgotada e há o risco de o chorume gerado pelo acúmulo de lixo e absorvido pelo solo contaminar a Baía de Guanabara.

A licença para a construção do aterro em Seropédica foi concedida pela prefeitura do município em agosto de 2010.

Entre os catadores presentes na reunião estava Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, personagem principal do documentário “Lixo Extraordinário”. “A maior reivindicação hoje é a geração de trabalho e renda. Como essas pessoas vão ficar após esse fechamento, quais serão as alternativas?”, questionou ele, na ocasião.

Documentário premiado
O premiado documentário “Lixo extraordinário", que concorreu ao Oscar este ano, foi gravado durante dois anos no lixão de Gramacho. O filme, que mostra a trajetória do lixo até se tornar arte e expõe a vida dos catadores, também foi rodado em Londres e em Nova York, onde fica o estúdio do artista plástico Vik Muniz. Seu trabalho apareceu recentemente na abertura da novela "Passione".

 

Fonte: G1 em 20/04/2011

 

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Marcos Vinícius Monteiro

Analista de Sistemas, formado pela Universidade Estácio de Sá, atualmente, especializado em Produção de Vídeo Marketing, Assessoria Política e na área de Informática, em Desenvolvimento de sistemas, gerenciamento de redes, Desenvolvimento Web e Manutenção em hardware em Geral. Trabalha com mídias sociais, marketing, produção de vídeos e matérias jornalísticas.

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